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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

sons de 2007

2007 já era, mas deixou alguns petardos para a música mundial. Decidi fazer uma pequena lista de sons legais que eu descobri por aí:

Arctic Monkeys – Favourite Worst Nightmare
Esse, de longe, o melhor lançamento de 2007, a meu ver.

Allen & Lande – The Revenge
Um disco interessante dessa famosa dupla do metal. Uma boa pedida para quem gosta de heavy metal com pitadas pop, sem muita enrolação, nem virtuosismos exagerados.

We Are Scientists – With Love and Squalor
Uma banda descoberta por acaso, que faz um som tipicamente indie. Não acrescenta muito ao estilo, mas, ainda assim, tem boas músicas, que dão vontade de dançar.

Lifehouse – Who We Are
6 anos após o aclamado “no name face”, o lifehouse retorna com estilo ao mundo da música. 'Who we are' é recomendado a todos que curtem pop rock feito nos anos 90. A banda fez bem em dar modernidade ao seu som, mesmo não deixando de lado a raiz pop da década passada.

H.I.M – Venus Doom
Clichês a parte, eu particularmente curto o som do H.I.M, mas devo admitir que os álbuns anteriores não chegam nem perto da qualidade apresentada neste último. ‘Venus doom’ é recomendado a todos que estejam afim de curtir uma fossa ou simplesmente ouvir um som mais dark.

Editors – An End Has a Start
Apesar de não ser tão facilmente deglutível quanto o primeiro disco (The Back Room), o Editors é uma excelente banda e ‘An End Has a Start’ só veio para sacramentar isso. Um disco mais maduro, que manteve a qualidade das letras e das melodias apresentadas no seu antecessor. Altamente recomendado.

The Fratellis – Costello Music
Sinceramente não consigo definir os Fratellis em 1 só estilo. Junte um pouco de folk escocês, com muito de rock moderno e acrescente a isso tudo muita doideira, letras e melodias bem humoradas. Talvez assim se chegue perto do som que a banda faz. Quer se divertir ouvindo algo, digamos, um tanto sem noção? The Fratellis é o nome certo.

2008 promete... Novos discos de artistas como: CSS e The Subways. Shows de nomes como: Interpol, Iron maiden, editors e bob dylan. A provável turnê do Van Halen e um, também provável, retorno do Led Zeppelin. Tomara que seja só o início de um ano farto de boa música.

Confira aqui uma lista de discos com data confirmada de lançamento.

P.S: Nem todos os álbuns que eu citei foram lançados ano passado, mas os citei mesmo assim por terem sido descobertos por mim em 2007.

Abraços!

domingo, 19 de agosto de 2007

papo musical: jûslaigobi

Tenho ouvido muito funk melody ou miami freestyle, como os americanos denominam, ou simplesmente freestyle.
Trata-se de uma vertente do funk criada justamente em miami no final dos anos 80, mais especificamente pelos latinos que lá vivem e que trouxe ao, ainda recém-nascido como ritmo musical, funk, letras tratando basicamente de amor e romances em geral, além de melodias um pouco mais trabalhadas que as feitas na maioria dos raps da moda lá fora.
O auge do estilo foi no início dos anos 90 com a importação do som pra cá graças à equipe furacão 2000 e a tantas outras que existiam na época. Lembrando que, na mesma época, a produção do funk carioca também estava em seu apogeu. Porém o reconhecimento a nivel nacional viria anos mais tarde, bem como o internacional. Na época, era comum ver nos bailes funk, reitero, aqui no rio de janeiro, os ícones do gênero, como: Stevie B e Korell, Tony Garcia, Noel, entre inúmeros outros. Comum também era a capacidade que esses outros inúmeros tinham em fazer sucesso com apenas 1 música e depois sumir sem explicação. (aconteceu com zilhões de bandas de rock do meio underground nacional nos anos 80).
A febre do funk melody durou por alguns bons anos e rendeu a esses artistas um razoável reconhecimento, pelo menos por aqui, principalmente nas localidades mais carentes onde outrora (linda essa palavra!) faziam seus shows quase sempre lotados de pessoas que sequer sabiam falar 1 palavra em inglês (por isso o jûslaigobi do título. Era assim que os funkeiros cantavam o refrão da música "just like the wind" de Tony Garcia).
Que eu saiba Stevie B ainda está na ativa com seu fiel escudeiro Korell. Ano passado lançaram um novo CD e fizeram um mini-show aqui perto de casa e passaram por uma apresentação no circo voador. Já dos outros eu não sei que fim levaram.

E Por que eu contei essa história enorme? Simplesmente porque além do melody, tenho ouvido também muito som comercial produzido nos anos 90, que vai desde n´sync a shutterfly. O que me fez perceber notórias características comuns entre as boybands e os cantores de freestyle:

- Letras românticas, arranjos e refrões grudentos e melosos faziam parte do repertório de praticamente todas as músicas gravadas por ambos.

- Apesar das boybands terem se especializado nos passinhos coreografados durante as apresentações, os cantores de funky melody também davam lá suas cacetadas na dança durante as músicas.

- Apesar das boybands terem sido formadas exclusivamente por carinhas bonitinhos e engomadinhos envoltos em auréolas angelicais e os cantores do Freestyle serem, em sua maioria, feios de doerem, a pose de gatosos sedutores era presente nos 2 casos.

- Ambas as ondas de estilos duraram por alguns anos e até hoje ninguém sabe por onde anda a maioria dos integrantes dos 2 movimentos.

Convém deixar registrado aqui a única e, senão maior, diferença entre os estilos, que foi o reconhecimento. No caso das boybands, mundial e no caso dos latinos, apenas intercontinental. Concluindo, as boybands dos anos 90 foram como uma continuação de um estilo que havia morrido alguns anos antes.

Sintam-se a vontade para corrigir, comentar e acrescentar algo ao assunto, já que eu não ando por aí pesquisando sobre os estilos citados né?!

Deleitem-se com um sensacional clipe que traduz um pouco do que eu falei. O linear, impressionantemente, consegue misturar 3 coisas em 1 estilo: O freestyle, o rock e o pop que surgiria anos depois (os 2 últimos visualmente falando). A música se chama "sending all my love" (nem é clichê.)



Abraços!

quinta-feira, 14 de junho de 2007

papo musical: o pop acabou?

já faz um tempo que não ouço falar de bandas como skank, jota quest, ls jack, etc... e isso nem é só pela minha total falta de interesse em saber delas, e sim porque o pop rock, como faziam há alguns anos atrás, simplesmente foi deixado de lado.
Hoje o que vemos são: bandas que certamente seriam taxadas de cult ou alternativas na época das já citadas, surgirem a três por dois e, mais do que isso, alcançando o topo das paradas rapidamente.
Falando em exemplos brasileiros, posso citar bandas como banzé! (apesar de ter um estilo pop, se enquadra no que eu falo), mop top (os chamados the strokes brasileiros), cansei de ser sexy (essa incontestavelmente a de maior reconhecimento... lá fora), bonde do rolê (banda iniciante que começa a conquistar seu espaço), entre muitas outras...
nenhuma delas alcançou o estrelato por aqui, mas tem lá seu grande público e um grande apoio da mtv e de outras mídias alternativas.
No caso estrangeiro, há uma gama enorme de bandas da nova safra bem sucedidas, tais como: the killers, the strokes, the subways, the fray, arctic monkeys, kasabian, the raconteurs, franz ferdinand, kaiser chiefs (apesar de seu mais recente lançamento ter sido fracassado), etc... essas bandas, além de todas as facilidades encontradas lá fora pra se lançar, ainda têm o apoio de filmes e seriados de TV, por incluirem nas trilhas, suas músicas.
Quando digo que o pop acabou, falo com relação ao pop rock que era feito nos anos 90, apesar da frase servir também para o pop propriamente dito (backstreet boys, britney spears e afins).

segue uma lista exemplos de pop rock nos anos 90:

fácil - jota quest
wonderwall - oasis
resposta - skank
closing time - semisonic
i´ll be there for you - the rembrandts (tema de friends)
cabeção - o surto
ela disse adeus - paralamas do sucesso

e uma com exemplos do que é pop rock, pela aceitação do público, atualmente:

i bet that you look good on the dancefloor - arctic monkeys
i predict a riot - kaiser chiefs
rock´n roll queen - the subways
somebody told me - the killers
doce ilusão - banzé!
o rock acabou - mop top
juicebox - the strokes
slow hands - interpol

e etc...

sei não, mas acho que a qualidade do que é produzido hoje, do chamado 'pop rock', é bem superior a dos anos 90. Não que eu não goste desta última, só não posso deixar de fazer este pequeno comentário.

e pra vocês? o pop acabou?

abraços!

sábado, 21 de abril de 2007

papo musical: vinnie vincent invasion


o ano é 1982. O kiss (mais uma vez eles) entra em estúdio para gravar um de seus melhores discos, "creatures of the night" e, devido a problemas com o guitarrista solo (um dos 4 membros originais da banda, ace frehley), o grupo se vê na necessidade de buscar um outro músico para completar as gravações. Eis que surge no meio disso vinnie vincent, nome artístico de vincent cusano, o disco é gravado, o kiss faz uma grandiosa turnê (com vinnie em seu line-up), tendo seu fim com chave de ouro em um show no maracanã no ano de 83. Este seria o último show da banda com as maquiagens.
Naquele mesmo ano vinnie vincent recebe o convite formal para ingressar no kiss e o disco "lick it up" é gravado. O primeiro sem as máscaras. um disco, ao meu ver razoável. Com boas músicas, mas nenhuma de grande impacto fora a faixa que dá título ao disco.
E mais uma vez, o kiss tem problemas com o guitarrista solo e vinnie vincent deixa a banda. Uns dizem que ele queria aparecer mais do que os outros membros, outros dizem que vincent sempre foi uma pessoa difícil. Enfim, nunca saberemos toda a verdade.
Já em 1986, vinnie tenta dar a volta por cima montando seu próprio projeto, o vinnie vincent invasion, lançando seu primeiro disco homônimo. Uma banda de hard ´n´ heavy, com guitarras virtuosas, cabelos grandes, roupas coladas... tudo mais que a maioria das bandas tinham na época, inclusive o exagero (principalmente nos solos cheios de notas de vinnie).
Vinnie vincent invasion é um prato cheio pra quem curte o estilo, porque apesar do exagero e da fúria com que vincent toca sua guitarra (provavelmente para mostrar a todos, inclusive do kiss, o seu verdadeiro talento), é um disco de qualidade com destaque para "boyz are gonna rock" e "invasion". Pena que a banda não tenha vingado e só tenha durado até o próximo lançamento 2 anos depois.
Não vou me alongar mais... para maiores informações acesse o site oficial da banda (em inglês) e uma resenha no site whiplash.net

volto qualquer dia desses...


abraços!

segunda-feira, 9 de abril de 2007

papo musical: introducing joss stone

não! não é a joss stone que vai postar aqui :P.
"introducing joss stone" é o nome do mais recente lançamento desta excelente representante da nova safra (boa) da black music mundial. confesso que não é muito a minha praia, mas como amo música e atualmente tenho ouvido algumas coisas além do rock, no intuito de conhecer melhor outros estilos também respeitáveis, decidi incluir na lista a discografia de joss stone.
o primeiro disco da cantora, "the soul sessions", lançado em 2003, na minha opinião é bem fraco.. tem umas músicas até legais mas nada de d+. o segundo, "mind, body & soul", também lançado em 2003, já notei uma melhora na qualidade das músicas e um swing convidativo. mas em introducing joss stone, parece q a cantora mostra realmente a que veio... excelentes canções, interpretadas por uma voz rouca, forte, suave e agradável como a de uma grande diva do soul dos áureos tempos do estilo.
enfim, não vou me alongar mais... tudo o que eu posso dizer é que eu recomendo a compra (ou download) do cd. por simplesmente fazer bem aos ouvidos e a mente.

mais informações: aqui


NOTA DE FALECIMENTO:

no dia 05/04, faleceu um excelente guitarrista chamado mark st. john. para a grande maioria que não o conhece, mark participou do disco animalize de 1984 da banda kiss, deixando-a pouco depois por problemas de saúde.
um de seus últimos trabalhos (se não o último) foi o disco "magic bullet theory" de 2001. um disco instrumental onde se pode apreciar toda a virtuosidade deste magnífico músico.
condolências a toda a (minha) família kiss, a família de mark e a todos os seus admiradores em geral.

R.I.P